Quando vejo Ramires jogar vejo uma espécie de Essien vestido de vermelho e branco. É espectacular a forma como a sua perna estica sempre mais um pouco para roubar a bola aos adversários, a forma como corre e corre e continua a correr mesmo sentindo o cansaço a apertar ou então os equlibros desequilibrantes que faz na equipa, porque. no fundo, é este o maior papel que tem na euipa.
Enquanto Di Maria, génio puro, é um jogador mais vertical e desequilibrante, tal a sua apetência para partir para o um para um, Ramires tende a pisar terrenos mais interiores dentro de campo. Ou seja, enquanto um é extremo, o outro é médio direito. Isto simplificando as coisas.
Porém, Ramires não deixa de se aventurar por caminhos mais avançados, fruto da sua inteligência táctica e do seu pulmão inesgotável, dá-se ao luxo de subir muitas vezes no terreno e chega à área adversária com muita facilidade.
Outra das vertentes de Ramires é a vertente defensiva, ora a trinco ora a médio direito, é quase sempre dos primeiros a recuperar das investidas ofensivas. É talvez devido a este jogador que o Benfica apresenta uma grande facilidade em saber perder a bola, pois aquando da perda, Ramires e Javi Garcia formam quase que uma muralha impenetrável no meio campo. Viu-se isto no jogo contra o Sporting, onde após várias investidas por parte dos médios do Sporting, em maior número, Jesus ordenou a Ramires que se posicionasse mais no centro do terreno. Isto permitiu assim à equipa conseguir parar mais frequentemente as investidas do Sporting.
Neste capitulo defensivo, Ramires é essencial, ainda que possa parecer estranho, na tarefa de desequilibrador. Pois tanto é o equilibrio que ele fornece à euipa que acaba por desequilibrar dado a regularidade com que consegue recuperar bolas em zonas mais adiantadas do terreno possibilitando assim contra ataques mortíferos.
Ramires, o queniano, é por vezes mais um defesa a jogar na frente e aquando da recuperação de bola transforma-se quase num avançado puro, tal a facilidade de remate que tem. Grande contratação por parte do meu Benfica, grande jogador. Enfim, um diamante achado por entre as terras de Vera Cruz.
Ramires, só espero que fiques no meu clube por muitos anos e que tenhas muita sorte na vida de águia ao peito.
Francisco Fernandes

Ramires, o queniano brasileiro do Benfica